CORONEL FIGUEREDO: REAJUSTE DO RAS VAI ESTIMULAR TRABALHO VOLUNTÁRIO NA POLÍCIA MILITAR

2019-05-28T16:21:41-03:00maio 3rd, 2019|

O reajuste do Regime Adicional de Serviço (RAS), anunciado nesta quinta-feira pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, representa um importante passo para pôr fim à convocação compulsória do trabalho extraordinário. Com reajuste médio de 45%, aumentará a procura de policiais militares para trabalhar voluntariamente em seus dias de folga, reduzindo, consequentemente, a necessidade de recompor efetivo pelo chamado RAS compulsório.
A avaliação é do Secretário de Estado de Polícia Militar, Coronel Rogério Figueredo de Lacerda, que considera o RAS um instrumento fundamental para atender a demanda do policiamento ostensivo.
Com o reajuste, a remuneração por um turno de 6h passa de R$ 112,50 para R$ 166,55; de R$ 150,00 para R$ 222,09 por turno de 8h; e de R$ 225,00 para R$ 333,06 por turno de 12h.
– Com esse reajuste bastante significativo, é natural que haja um interesse maior pelo trabalho voluntário, tanto em dias úteis como nos fins de semana – afirma o Coronel Figueredo.
No momento, contudo, o RAS compulsório não pode ser oficialmente extinto. Em situações especiais, como carnaval, réveillon e outros grandes eventos, a demanda por policiamento aumenta muito.
Atualmente, o efetivo remunerado pelo RAS varia de 800 a 1100 policiais militares por dia, o que corresponde a um gasto mensal, na tabela antes do reajuste, entre R$ 4 e R$ 5 milhões.
– Compreendemos os anseios da Família Policial Militar pelo fim do RAS compulsório e tanto a Secretaria como o Governo do Estado têm se empenhado muito nesse sentido. Mas a segurança pública deve ser sempre a prioridade absoluta – afirma o Secretário.