EQUIPAMENTOS DE PONTA VÃO REVOLUCIONAR TRABALHO DO CCRIM

2018-12-10T19:04:44+00:00dezembro 5th, 2018|

Um legado sem precedentes na história do Centro de Criminalística Cel PM Luís Valdemar Xavier Vieira (CCrim). Sem exageros, assim poderia ser classificado o resultado do aporte de recursos financeiros do Gabinete de Intervenção Federal para a compra de cinco equipamentos de última geração capazes de revolucionar, em celeridade e qualidade, o trabalho desenvolvido pelo CCrim, unidade subordinada à Corregedoria Interna da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Criado há 30 anos e instalado em Sulacap, o CCrim tem a missão de produzir laudos de inquéritos que apuram crimes militares, realizando perícias em veículos, armas, documentos, gravações de voz e de imagens, ou analisando substâncias químicas e biológicas.
No início da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, especialistas das Forças Armadas realizaram vistorias em praticamente todas as unidades das forças de segurança do Estado para levantar suas demandas. No CCrim, os inspetores da Intervenção endossaram a necessidade de aquisição de cinco equipamentos destinados a finalidades específicas: identificação balística, identificação de digitais, scanner de local, análise de documentos e extração de dados em aparelhos móveis digitais.
Em outubro, depois de um levantamento de especificações técnicas, preços e análise de performance, o processo de compra desses equipamentos foi aberto com o lançamento de pregão eletrônico. Estima-se que o aporte financeiro para a compra dos novos equipamentos fique entre R$ 5 e R$ 6 milhões.
O Tenente-Coronel PM Leandro Augusto Rasteiro, Chefe do CCrim, não tem dúvida que, com aquisição desses novos equipamentos, a unidade pericial da Corporação passará a atuar num novo patamar, gerando benefícios para todos.
– A precisão, a qualidade e a celeridade dos laudos periciais são elementos essenciais para robustecer um inquérito, comprovando a autoria de delitos e muitas vezes inocentando um investigado que tenha sido apontado como autor de um crime injustamente – explica o Tenente Coronel Rasteiro.
O trabalho dos peritos do CCrim é intenso. No ano passado, por exemplo, foram realizados quase 500 exames periciais, a maioria de balística e verificação de dados de celulares.

Uma síntese sobre cada um dos equipamentos listados para fazer parte do acervo técnico do CCrim:
1) Sistema automatizado de identificação balística.
Mais caro da lista, com preço de mercado variando entre R$ 3 e R$ 10 milhões, o equipamento é capaz de armazenar num banco de dados informações sobre todas as armas da Corporação. Com essa ferramenta, os peritos podem identificar com muito mais facilidade, rapidez e precisão se um projétil ou um cápsula apreendido foi proveniente de uma das armas que fazem parte do banco de dados. Um laudo de balística realizado com esse equipamento pode ser concluído em uma semana no máximo. Com o equipamento atual, comprado há 15 anos, um laudo semelhante demanda 60 dias.
2) Sistema automatizado de identificação de digitais.
Com preço entre R$ 500 e R$ 600 mil, esse equipamento tem capacidade de armazenar em seu banco de dados as impressões digitais de todos os integrantes da Corporação. Ao examinar as impressões digitais colhidas numa arma ou na cena de um crime, o equipamento revela com rapidez e precisão se marcas fazem parte do seu banco de dados.

3) Scanner de local.
Orçado em torno de R$ 390 mil, o equipamento é capaz de fazer um levantamento minucioso de um local de crime, acidente ou qualquer outro cenário que demande investigação. Além de registrar as imagens do local, revela informações adicionais, como velocidade de um objeto, direção etc. Por exemplo, num acidente de trânsito, o equipamento indica a velocidade do carro tendo como base as avarias externas do veículo.
4) Comparador vídeo espectral.
Avaliado em R$ 550 mil, esse equipamento é capaz de fazer uma avaliação precisa e rápida de documentos, constatando autenticidade de autoria de assinatura e outras características grafotécnicas ou identificando tintas e outros itens de segurança, como os que existem em carteiras de identidade ou cédulas de real ou qualquer outra moeda, por exemplo.

5) Extrator de dados de dispositivos móveis.
Disponível no mercado ao preço de R$ 360 mil, esse equipamento é destinado a extrair informação contida em celulares e tablets apreendidos – mensagens transmitidas por qualquer aplicativo, fotos, vídeos, áudios. As informações são recolhidas mesmo que o aparelho esteja bloqueado ou que tenham sido apagadas. O equipamento também recolhe informações armazenadas em nuvens, quebrando a senha, e identifica a localização geográfica percorrida pelo usuário do aparelho. O extrator também faz análises comparativas de dois ou mais aparelhos apreendidos no mesmo inquérito – se houve troca de mensagens entre seus usuários ou se em determinadas situações estiveram no mesmo local geográfico. Hoje, por falta de recursos tecnológicos, a apreensão de celulares nem sempre produz provas substanciais.