8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MUHER

2018-03-08T12:53:07-03:00março 8th, 2018|

Elas estão há apenas 36 anos na Polícia Militar. Ainda que curto, esse tempo já foi o suficiente para as policiais militares deixarem a marca do seu valor e dedicação à tropa. Ao longo de dois séculos, a Polícia Militar passou por diversas transformações. Uma, porém, deve ser sempre lembrada como um dos principais avanços nessa trajetória. Aconteceu em março de 1982, quando, pela primeira vez, as mulheres ingressaram na Corporação.

No início, só depois de três anos, as mulheres podiam atuar no controle do trânsito, através da Companhia de Polícia Militar Feminina, no Batalhão de Botafogo. Suas funções se limitavam ao policiamento de trânsito, de terminais rodoviários, aeroviários, ferroviários e marítimos, além de atuar no atendimento a mulheres, idosos e menores. Depois de 36 anos, a condição delas na Corporação mudou muito. As mulheres agora estão em todos os lugares. Atualmente, o efetivo feminino da PM conta com 4.744 – 1.111 oficiais e 3.633 praças – em cargos que vão desde comandos ao trabalho nas ruas.

E pensar que até 1993, o posto de Capitão era o mais alto em que as mulheres poderiam chegar. Isso mudou com a Lei 2.108, que unificou os quadros masculinos e femininos da Polícia Militar. Na prática, deu direitos iguais a homens e mulheres, estabelecendo igualdade de critérios para promoções e permitindo que elas tivessem acesso a todos os graus da hierarquia.

No Rio de Janeiro, como em outros estados, tudo leva a crer, com efeito, que as mulheres podem representar um importante vetor de transformação, seja da estrutura interna da PM, seja dos rumos da política de segurança, seja da imagem das polícias junto à população civil. De um modo geral as policiais femininas acreditam que a PM terá mais transformações significativas. Que as mulheres estão cada dia mais empoderadas nós não temos dúvidas. A hora é de inspirar outras mulheres a ter orgulho de quem elas são. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.