GUERREIROS E VENCEDORES

2017-12-26T11:44:40-03:00dezembro 26th, 2017|
Por Cel Wolney Dias – Comandante-Geral 

Ao lado de uma legião de heróis que compõem a nossa tropa, estamos nos aproximando da linha de chegada de 2017 como verdadeiros campeões.

Superando toda sorte de obstáculos, colocados em nosso caminho por uma crise financeira sem precedentes na história recente do nosso estado, conseguimos seguir em frente, combatendo diuturnamente a criminalidade.

Assessorado por oficiais e praças de extrema competência, cada um em sua área, traçamos uma estratégia baseada no princípio de que para sobreviver e crescer, qualquer instituição, seja pública ou privada, precisa se adequar às demandas do presente e do futuro, independentemente da conjuntura do momento.

Crises são cíclicas e devem ser enfrentadas com coragem, criatividade e visão. Assim, paralelamente à rotina de exercer nossa atividade-fim, procuramos implantar um modelo de gestão que contemplou iniciativas capazes de nos conduzir nesta direção.

Para citar alguns exemplos, vale lembrar o lançamento do PMERJ On Line e da Controladoria da Polícia Militar, que revolucionarão administrativamente a Corporação; a reestruturação das UPPs; a revitalização do FUSPOM; a montagem de editais mais transparentes e eficientes para comprar suprimentos e recompor nossa frota de viaturas; parcerias com prefeituras e outras instituições para reforçar o policiamento nas ruas; a ampliação do grau de profissionalismo em unidades operacionais, como a criação do Núcleo de Aeronaves Remotamente Pilotadas (NuARP), entre outras medidas adotadas para amenizar e/ou vencer os efeitos da falta de recursos.

Foi um ano muito difícil. Superamos ameaças de greve logo nos primeiros meses e tranquilizamos a população do nosso estado que viveu momentos de grande apreensão. Enfrentamos o desafio do dia a dia mesmo com a perda de efetivos e recursos materiais. Sofremos com a morte de mais de uma centena de companheiros.

Não temos qualquer responsabilidade pela desigualdade social, pela ausência de políticas públicas inclusivas, pela impunidade, pelo tráfico internacional de armas e por muitas outras causas da violência. E, mesmo assim, fomos (e somos ainda) alvos de injustas críticas de segmentos da sociedade que insistem em nos crucificar pelos efeitos colaterais dos confrontos armados inevitáveis nesse cenário em que vivemos.

Os números confirmam que jamais abaixaremos a cabeça para críticas e desafios. Durante este ano, apreendemos mais de seis mil armas de fogo, entre as quais quase 400 fuzis. Efetuamos 25 mil prisões de criminosos e apreendemos seis mil menores envolvidos em atos violentos.

Essa caminhada vitoriosa alimenta a nossa esperança de que dias melhores virão. Acredito que a crise será superada em breve, com o reaquecimento da economia e a consequente geração de emprego e renda. E nós, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, estaremos mais estruturados, capacitados e fortalecidos para cumprir a nossa missão de proteger e servir a sociedade.